Tutorial Tomcat – Instalação e Configuração Básica | DeServ – Info
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Tutorial Tomcat – Instalação e Configuração Básica

By Flávio Silva
Nota: Na revisão 13 deste tutorial, o conteúdo foi bastante ampliado e atualizado. Os tópicos de criação e configuração de
contexto sofreram as maiores mudanças, visando melhor organização e padronização do ambiente, inclusive passando a funcionar de
forma unificada tanto para a versão 5 quanto a 4 do Tomcat. A revisão 18 passou a cobrir também Tomcat 5.5. A revisão 25
começou a cobrir Tomcat 6.0. 

Os arquivos de configuração e exemplos listados aqui estão também disponíveis para baixar (download), como um pacote compactado ZIP:

   * Arquivos de exemplo deste Tutorial: Download tomcat_arqs.zip (ZIP)

   * Tutorial em arquivo TXT: Tutorial TomCat.gz

Introdução

O Tomcat é um servidor de aplicações Java para web. É software livre e de código aberto, surgido dentro do conceituado projeto Apache Jakarta e que teve apoio e endosso oficial da Sun Microsystems como Implementação de Referência (RI) para as tecnologias Java Servlet e JavaServer Pages (JSP). Atualmente, o Tomcat tem seu próprio projeto de desenvolvimento independente, dentro da Apache Software Foundation. O Tomcat é robusto e eficiente o suficiente para ser utilizado mesmo em um ambiente de produção.

Nota: A partir do Java EE 5.0, com as versões de especificações Servlet 2.5 e JSP 2.1, a implementação de referência (RI) destas tecnologias passou a ser o servidor de aplicações Java EE 5.0 completo (Web e EJB) Sun Java System Application Server Platform Edition 9, baseado no projeto de software livre GlassFish Community.

Tecnicamente, o Tomcat é um Conteiner Web, parte da plataforma corporativa Java Enterprise Edition (Java EE, anteriormente denominada J2EE) que abrange as tecnologias Servlet e JSP, incluindo tecnologias de apoio relacionadas como Realms e segurança, JNDI Resources e JDBC DataSources. O Tomcat tem a capacidade de atuar também como servidor web/HTTP autônomo, ou pode funcionar integrado a um servidor web dedicado, como Apache httpd ou Microsoft IIS, ou ainda como parte integrante de um servidor de aplicações mais amplo, como JBoss AS, provendo os recursos de Java Servlet e JSP.

O Tomcat porém não implementa um conteiner EJB. Para aplicações Java Enterprise Edition (Java EE) que utilizam Enterprise JavaBeans (EJB), você deve procurar um servidor de aplicações Java EE completo, como JBoss AS (software livre), GlassFish (software livre), Apache Geronimo (software livre), IBM WebSphere (comercial), BEA WebLogic (comercial), Oracle AS (comercial), ou o Java EE SDK que inclui Sun Java System Application Server Platform Edition (gratuito), entre outros.

Este é um tutorial de instalação e configuração básica do Tomcat. Ele foi escrito e testado com base em instalações do Tomcat 4.1, 5.0, 5.5 e 6.0 em Windows, Unix e Linux. As configurações aqui propostas são para criar um ambiente de desenvolvimento bem simples e independente de qualquer ambiente integrado de desenvolvimento (IDE), suficiente para um primeiro contato com o Tomcat e as tecnologias Java para web. O tutorial, porém, não cobre o aprendizado da linguagem Java ou das tecnologias Servlet e JSP em si, nem tampouco o desenvolvimento de aplicações para web. Para mais informações sobre esses tópicos, veja as seções 15 e 16 ao final deste tutorial. Alternativas? Se você quer considerar alternativas ao Tomcat, uma boa opção é o projeto Jetty, servidor web e contêiner Servlet Java, também software livre. Jetty 6 suporta as mais recentes especificações Servlet 2.5 e JSP 2.1 da plataforma Java EE 5.0.

Instalar Java – JSE SDK (JDK)

O Tomcat é inteiramente escrito em Java e, portanto, necessita de uma Java Virtual Machine (JVM) — Máquina Virtual Java — para ser executado. Assim, é necessário ter a plataforma Java Padrão, Java Platform Standard Edition (Java SE), previamente instalada.

Na Tecnologia Java, existem duas distribuições do Java SE:

* Java Runtime Engine (JRE) — Mecanismo de Execução Java: inclui a JVM, bibliotecas e outros componentes necessários para executar
aplicações ou applets escritas em linguagem Java. É o produto adequado para quem é apenas usuário da tecnologia Java. * Software Development Kit (SDK) — Kit de Desenvolvimento de Software — do Java SE, mais conhecido como Java Development Kit (JDK):
inclui todo o JRE, mais ferramentas de linha de comando como compilador, debugador e outros componentes necessários para construir
aplicações Java.

Tomcat 4.1 e 5.0 necessitavam do JDK, para compilar as páginas JSP. O Tomcat 5.5 em diante traz embutido e usa o complilador Java Eclipse JDT para compilar JSP. Assim, o Tomcat a partir da versão 5.5 necessita apenas do JRE, mas o JDK ainda é útil para o desenvolvedor.

Para seu ambiente de desenvolvimento Java com Tomcat, onde você deve criar aplicações Java em geral, utilize o JDK completo.

1.1. Qual versão de JDK utilizar

A versão mais atual da plataforma Java SE é a 6, lançada em dezembro de 2006. As duas versões anteriores, Java SE 5 (desde setembro 2004) e J2SE 1.4.2 (desde junho 2003), ainda são consideradas ativas. Já o J2SE 1.3.1 encerrou seu ciclo de vida e não deve ser usado para nenhum propósito.

O Tomcat 6.0 requer Java SE 5.0 ou superior. O Tomcat 5.5 suporta também J2SE 1.4.x, mas é necessário instalar um pacote adicional de compatibilidade.

Se você está iniciando um novo ambiente de desenvolvimento, a princípio o mais adequado é utilizar a versão mais recente, JDK 6, que inclui todas as melhorias e facilidades atuais para a tecnologia Java padrão. O Java SE 6 é plenamente compatível com as versões anteriores, exceto raras exceções. Havendo impossibilidade de usar o Java SE 6, o Java SE 5 também funciona muito bem com Tomcat.

Considere optar por versão anterior de JDK somente se o Java SE mais recente ainda não está disponível para o seu sistema operacional, ou se há alguma restrição de suporte, compatibilidade com aplicações pré-existentes ou outro impedimento crítico. Fim do ciclo de vida: As versões de Java SE anteriores da Sun gradualmente atingem um período de transição para fim do ciclo de vida (End of Life – EOL), que se encerra (End of Service Life – EOSL) normalmente após a disponibilização pública (General Availability – GA) de duas versões seguintes de Java SE. A transição para EOL do J2SE 5.0 iniciou em 2008-04-08 e vai até 2009-10-30. O Java SE for Business 5.0 oferece período de suporte estendido. A transição EOL do J2SE 1.4.2 foi de 2006-12-12 a 2008-10-30. E J2SE 1.3.1 encerrou seu período de 2004-10-25 a 2006-12-11, exceto na plataforma Solaris 8 onde o suporte ao J2SE 1.3.1 continua até o fim do Vintage Support de cinco anos do sistema operacional.

A plataforma Java SE (JRE e JDK) é disponibilizada nativa para cada sistema operacional suportado pela tecnologia Java. Desde o Java SE 5.0, a Sun Microsystems provê JDK para os sistemas operacionais Windows, Linux e Solaris. A HP fornece JDK para seu HP-UX desde dezembro de 2004; a Apple disponibiliza o JDK 5.0 para seu Mac OS X desde abril de 2005, com suporte a 64-bits, e trouxe o Java SE 6 (1.6.0_05) no Mac OS X 10.5 Update 1 em maio de 2008.

Quando este tutorial foi editado, a atualização mais recente de Java SE SDK disponibilizada pela Sun Microsystems era JDK 6.0 Update 13, para Windows, Linux e Solaris.

Para obter o Java SE SDK (JDK) e informações sobre a instalação em seu sistema operacional, acesse os links correspondentes a seguir:

Windows, Linux e Solaris, 32 e 64 bits – Sun

* Download: http://java.sun.com/javase/downloads/ (JDK 6), ou anteriores JDK 5, J2SE 1.4.2 SDK * Informação: Java Se 6 Update Release Notes (sumário das mudanças em todos os lançamentos de atualização da versão 1.6.0)
- Java Runtime Environment Windows Installation for JavaSE 6u10, Java SE 6 Notas de Versão
- Instalação da Plataforma; ou veja “Notas de Instalação” e “Configurações de Sistema Suportadas” para as versões anteriores
5.0 ou 1.4.2

Mac OS X – Apple

* Download: Apple – Java Downloads, Apple Downloads – Mac OS X Updates * Informação: Apple Developer Connection: Java, Java for Apple Mac OS X

HP-UX – HP

* Download: Java technology software for HP-UX * Informação: HP Unix – Java Information Library

FreeBSD

* Download: FreeBSD JDK Distributions * Informação: FreeBSD Java Project * Home-page: http://java.sun.com/javase/

Mais detalhes sobre convenções de nome e versão do ambiente Java padrão podem ser encontrados em J2SE Code Names e Version 1.5.0 or 5.0. Nota: É possível haver várias versões de JDK/JRE instaladas no computador em locais distintos, convivendo sem problema. Neste caso, é importante ficar atento a qual versão será selecionada para uso do Tomcat. A variável de ambiente padrão JAVA_HOME deve ser definida (e mantida atualizada) indicando o local de instalação do J2SE preferencial (veja tópico 1.3 adiante). Esta variável é consultada pelo Tomcat e vários outros sistemas baseados em Java para determinar a JVM preferencial.

1.2. Instalação Passo-a-Passo do JDK

* 1.2.1. Instalar JDK para Windows * 1.2.2. Instalar JDK para Solaris/Linux

1.3. JAVA_HOME

Complementando a instalação do Java 2 SDK, defina a variável de ambiente JAVA_HOME apontando para seu local de instalação. Esta variável de ambiente padrão é usada pelo Tomcat e vários outros sistemas baseados em Java, para determinar a JVM preferencial. Isto é muito importante se houver mais de uma instalação de J2SE no computador, mas a variável JAVA_HOME deve ser definida mesmo se houver apenas uma versão instalada. Importante: Modifique o caminho para JAVA_HOME de acordo com a versão e o local de instalação do JDK em seu computador. Nota: Quando instalar uma nova versão de Java, lembre-se de também atualizar a variável de ambiente JAVA_HOME.

Windows 2000 ou superior:

Acesse “Painel de Controle” > Sistema > aba “Avançado”. Pressione o botão “Variáveis de ambiente”
. No grupo “Variáveis do sistema” (recomendado, pois fica valendo para todos os usuários),
ou ainda “Variáveis de usuário” (se desejar apenas para seu usuário), crie uma nova variável JAVA_HOME, ou edite se já existente,
definindo como valor o caminho da pasta de instalação, por exemplo C:\Arquivos de programas\Java\jdk1.6.0_13 (ver imagem). A nova configuração passa a valer imediatamente após o “OK”, exceto para janelas de prompt de comando (console) já abertas.

Windows 9x / NT:

Edite o arquivo autoexec.bat, para incluir a linha: set JAVA_HOME=C:\Arquivos de programas\Java\jdk1.6.0_13 Reinicie o sistema para a nova configuração ser efetivada.

Unix / Linux:

Edite o profile do usuário (para sh: ~/.profile) ou global do sistema (/etc/profile), para incluir a linha: JAVA_HOME=/opt/javase; export JAVA_HOME Reinicie a sessão ou terminal para a nova configuração ser efetivada. No Linux, também é possível incluir a variável de ambiente no arquivo global de ambiente /etc/environment: JAVA_HOME=/opt/javase

Para mais informações sobre variáveis de ambiente recomendadas, veja também a seção 13 deste tutorial.

Instalar Tomcat

2.1. Qual versão de Tomcat utilizar

O Tomcat tem evoluído paralelamente à evolução da Plataforma Java EE e suas especificações para web, especialmente Java Servlet e JavaServer Pages (JSP). O quadro a seguir relaciona as versões de Tomcat com as respectivas versões de tecnologias suportadas.

Tomcat Servlet JSP Java EE 6.0 2.5 2.1 Java EE 5.0 5.5 2.4 2.0 J2EE 1.4 4.1 2.3 1.2 J2EE 1.3

Se você está iniciando o aprendizado e desenvolvimento Java para web, é recomendado utilizar a versão mais atualizada Tomcat 6.0, que é compatível com as especificações e tecnologias mais recentes e é o foco principal de desenvolvimento do projeto Tomcat. A maior parte dos recursos atuais é compatível com versões anteriores. Para mais informações sobre as versões de Tomcat, veja Apache Tomcat Versions.

A versão anterior 5.5 do Tomcat ainda é muito utilizada, pois a especificação J2SE 1.4 e suas tecnologias, bem como os produtos baseados nelas, estão maduros e bem difundidos no mercado. Já o Tomcat 4.1 está muito defasado e não é recomendado.

Para obter o Tomcat e informações sobre instalação e documentação, acesse o site Apache Tomcat, na Apache Software Foundation:

* Download: http://tomcat.apache.org/download-60.cgi * Informação: Tomcat 6.0 Setup e RUNNING.txt 6.0, Tomcat 5.5 Setup e RUNNING.txt 5.5, RUNNING.txt 4.1 * Home-Page: tomcat.apache.org (antigo jakarta.apache.org/tomcat/)

Dica: Fique atento às versões do Tomcat que corrigem vulnerabilidades de segurança e atualize seu Tomcat regularmente. Veja: Apache Tomcat 6.x vulnerabilities e 5.x vulnerabilities.

Quando este tutorial foi editado, a versão estável mais recente era Tomcat 6.0.18 (APIs Servlet 2.5 e JSP 2.1, integrantes do Java EE 5.0). O download do instalador para Windows pode ser acessado no site primário em apache-tomcat-6.0.18.exe (instalador com serviço Windows). A página principal de download apresenta todas as alternativas de versões de Tomcat e repositórios de download (mirrors). Importante: O Tomcat 6.0 requer Java SE 5.0 ou superior. O Tomcat 5.5 suporta também J2SE 1.4.x, mas é necessário baixar e descompactar o pacote adicional de compatibilidade com JDK 1.4 (apache-tomcat-5.5.*-compat.zip).

Tomcat 4.1 e 5.0 exigiam um JDK instalado. O Tomcat 5.5 em diante necessita apenas do JRE, embora o JDK continue útil para o desenvolvedor. De qualquer forma, é interessante que esteja definida a variável de ambiente JAVA_HOME apontando para o local de instalação do JDK mais atual. Importante – Tomcat Windows: No passo “Java Virtual Machine path selection” do instalador, certifique-se de informar o caminho correto do JDK.

Na instalação Windows, a seleção de componentes personalizada (Custom) permite instalar e ativar o Tomcat como serviço no Windows NT/2000 ou superior, pelo item “Service”. No Tomcat 5 em diante, o serviço é sempre instalado e o item “Service” apenas escolhe a sua ativação automática na inicialização do Windows.

O diretório principal (local de instalação) do Tomcat é referenciado posteriormente neste tutorial como CATALINA_HOME. Na documentação e scripts do Tomcat, esse diretório é também referenciado assim, pois Catalina é o nome-código do projeto Tomcat e seu contêiner Servlet. Importante: O separador de diretórios mais usado aqui é a barra normal (/) do Unix e Linux; usuários do Windows devem substituir pela barra-invertida (\) quando apropriado. Note que a barra de Unix é aceita como separador de diretório mesmo em Windows nos arquivos de configuração do Tomcat e pelos programas java e javac.

2.2. Instalação Passo-a-Passo do Tomcat

Siga o anexo correspondente à versão desejada, para um passo-a-passo do processo de instalação e configuração inicial do Tomcat:

* 2.2.1. Instalar Tomcat 6.0 (ou 5.5) para Windows * [Obsoleto] Versões anteriores para Windows: 2.2.1A. Tomcat 5.0 e 2.2.1B. Tomcat 4.1 * 2.2.2. Instalar Tomcat em Unix/Linux

Iniciar e parar o Tomcat

Você pode executar o Tomcat instalando como serviço (Windows NT/2000 ou superior), com inicialização automática ou manual; ou executá-lo como processo isolado (qualquer sistema operacional), por um atalho no menu Iniciar do Windows ou por script shell (.bat/.sh). Veja a seguir a seção correspondente à forma de inicialização desejada.

3.1. [Windows] Tomcat como serviço

Nota: O Tomcat Monitor foi atualizado várias vezes durante a evolução do Tomcat 5. Os procedimentos e ilustrações apresentados a
seguir refletem o Apache Service Manager incluso no Tomcat 5.0.22 em diante. Existem algumas diferenças nas versões anteriores. * [Windows] Para iniciar e parar o Tomcat (5 em diante) como serviço, o recomendo é usar o Tomcat Monitor, que consiste na
ferramenta Apache Service Manager (Procrun) fornecida com o Tomcat: 1. Inicie o Tomcat Monitor utilizando o atalho em: Iniciar > Programas > Apache Tomcat > Monitor Tomcat. Deve surgir um
pequeno ícone (ver imagem) na área de notificação da barra de tarefas do Windows (ao lado do relógio). Este ícone indica o estado
atual do serviço Tomcat (quadrado vermelho = parado, triângulo verde = iniciado). 2. Clique no ícone com o botão direito do mouse; no menu de contexto que se abre, escolha “Start service” ou “Stop
service”. Através da opção “Configure” do Tomcat Monitor, ou do ícone “Configure Tomcat” no menu iniciar, você acessa a caixa de
Propriedades do Tomcat, onde pode configurar opções úteis como a gravação de log do servidor (aba Logging) e o runtime/JRE e
Máquina Virtual Java a utilizar (aba Java), entre outros. * [Windows] Alternativamente em Windows, também é possível usar os recursos do próprio gerenciador de serviços do sistema
operacional para iniciar, parar e reiniciar o serviço Apache Tomcat, através do Gerenciador de Serviços do Windows em:
Iniciar > Configurações > Painel de Controle > Ferramentas Administrativas > Serviços (ver imagem). Ou através do prompt de comandos,
no console texto: Tomcat 5 em diante o Iniciar: net start “Apache Tomcat” o Parar: net stop “Apache Tomcat” Tomcat 4.1 o Iniciar: net start “Apache Tomcat 4.1″ o Parar: net stop “Apache Tomcat 4.1″

Para mais informações sobre como gerenciar e executar o Tomcat como serviço do Windows, o uso dos programas tomcat6w.exe (Procrun Service Manager) e tomcat6.exe (Service Runner) e seus respectivos parâmetros de linha de comando, veja a página Apache Tomcat 6.0 – Windows service HOW-TO.

3.2. Tomcat como processo

* Para iniciar e parar o Tomcat como processo pelo prompt de comandos (console ou shell) do sistema operacional: 1. defina as variáveis de ambiente JAVA_HOME e CATALINA_HOME, para apontar o diretório principal da instalação do Java SDK
e do Tomcat, respectivamente. O recomendado é criar o script [Windows] setenv.bat ou [Unix] setenv.sh dentro de
CATALINA_HOME/bin, com estas configurações (veja seção 13 deste tutorial); 2. vá para o diretório bin do Tomcat: o [Windows] cd %CATALINA_HOME%\bin o [Unix] cd $CATALINA_HOME/bin 3. execute o script desejado: o Iniciar: [Windows] startup.bat  ou  catalina start     [Unix] startup.sh  ou  catalina.sh start o Parar: [Windows] shutdown.bat  ou  catalina stop     [Unix] shutdown.sh  ou  catalina.sh stop * [Windows] Para iniciar e parar o Tomcat 4.1 graficamente como processo, existem atalhos em: Iniciar > Programas > Apache
Tomcat 4.1. Use o atalho “Start Tomcat” para iniciar o Tomcat; e “Stop Tomcat” para finalizar.

Observações importantes para a plataforma Windows:

* Um erro comum é ter o Tomcat já iniciado como serviço e tentar iniciá-lo novamente, como processo. A segunda execução não
conseguirá ser iniciada, acusando que já existe algum servidor utilizando o seu porto (port 8080). Neste caso, obviamente seria
necessário antes parar o serviço, se realmente fosse desejado iniciar o Tomcat como processo. * Quando o Tomcat é iniciado como processo console, abre-se uma janela console (ver imagem). Mantenha a janela aberta e não
feche manualmente. A janela console fecha automaticamente quando é acionado o comando de encerrar o processo (Shutdown do Tomcat).

Testar Tomcat

Para testar se o Tomcat está rodando ok após iniciado, abra o browser e vá para o endereço:

http://localhost:8080/

Na home-page padrão do Tomcat, o link “Tomcat Documentation” dá acesso a toda a documentação necessária, instalada localmente, inclusive a API Servlet/JSP da Sun, inclusa com o Tomcat.

O Tomcat inclui um contexto chamado Tomcat Manager, que provê uma interface web amigável para gerenciar as aplicações (contextos) — listar, parar, iniciar, recarregar, instalar (deploy), remover (undeploy) — e ver informações e estado do servidor e de suas conexões/threads. O instalador Windows solicita o login de usuário (padrão é admin) e a senha para acesso a este recurso.

Para acessar o Tomcat Manager, siga o link respectivo no quadro “Administration” da home-page padrão do servidor, ou acesse diretamente o endereço http://localhost:8080/manager/html. Atenção: No Tomcat 5.5, a aplicação Administration não é mais instalada por padrão. É necessário fazer download e instalação do pacote adicional apache-tomcat-5.5.*-admin.tar.gz para usá-la. Esta aplicação permite criar, excluir e configurar de forma gráfica itens correspondentes aos elementos e atributos disponíveis no arquivo de configuração server.xml.

Se você ainda não entende bem a estrutura e características da configuração de um servidor de aplicação web Java como o Tomcat, não altere nada sem saber. Você pode contudo acessar a ferramenta de Gerenciamento (Tomcat Manager), fornecer o login e senha do usuário administrativo configurado na instalação e visualizar o Estado do Servidor, que apresenta uma série de informações técnicas sobre o funcionamento do servidor Tomcat. Administração Avançada: Uma poderosa ferramenta (de terceiros) para monitoramento e gerenciamento para o Apache Tomcat é o Lambda Probe, projeto de software livre. É uma alternativa avançada ao Tomcat Manager, oferecendo recursos adicionais. Lambda Probe é compatível com Tomcat 5.x e 6 (Probe 1.7b) e roda como uma aplicação web (contexto) instalada no próprio Tomcat.

Criar contexto de desenvolvimento

Para executar seus servlets e JSPs, você precisa colocá-los dentro de um contexto de aplicação web (ServletContext). Cada contexto é uma unidade de aplicação web Java (servlet/JSP) que possui suas próprias configurações.

Para organizar o desenvolvimento, é interessante criar um contexto novo e ativar sua opção reloadable (recarga automática das classes modificadas). Para isso, faça o seguinte:

5.1. Estrutura de diretórios

Crie um diretório que será a sua estrutura de desenvolvimento web Java. Uma organização simples sugerida é a seguinte:

* dev/ o src/ (os fontes .java ficam aqui, organizados em pacotes/diretórios) o web/ (arquivos do módulo web) + WEB-INF/ (diretório obrigatório) # classes/ (os .class gerados devem ser direcionados para cá) # lib/ (pacotes jar de bibliotecas utilizadas devem ficar aqui) # web.xml (arquivo XML de configuração do contexto) + (aqui entram os JSPs; podem ser criados sub-diretórios) + index.jsp (home-page do módulo Java web), ou um index.html

Supondo que seu diretório “dev” seja em C:\dir\dev\ (Windows), assim, o módulo web ficaria em C:\dir\dev\web.

Nota: Esta estrutura, apesar de simples, costuma ser suficiente e adaptável ao modelo de organização da maioria das ferramentas
(IDEs) de desenvolvimento Java (como Eclipse, NetBeans, JDeveloper etc.), ao menos para um único projeto. Para referências
sobre modelos de organização de projeto e código-fonte, veja a seção 16 – Mais informações deste tutorial.

5.2. Criar contexto de aplicação web

A tarefa aqui consiste em criar no Tomcat um novo contexto de aplicação web, para seu ambiente de desenvolvimento. Existem
basicamente três meios de se criar um contexto no Tomcat, cuja configuração corresponde a um código XML com um elemento Context:

* Usar um dos mecanismos de Deployment Automático de Aplicação do Host no Tomcat. Este é o meio mais recomendado, pois permite
configuração automática do contexto na inicialização e atualização dinâmica da aplicação web durante a execução do Tomcat.
Usaremos este meio na forma mais simples e direta, criando um arquivo XML separado com as configurações do contexto. * Editar o arquivo de configuração principal do servidor Tomcat. Consiste em criar um elemento Context diretamente no arquivo
conf/server.xml, dentro de um elemento Host. Este meio, ainda muito usado até o Tomcat 4, não é mais recomendado a partir do
Tomcat 5, em prol do Deployment Automático. A criação de um contexto pelo arquivo server.xml tem várias desvantagens: não é
dinâmica pois atualizações neste arquivo só podem ser re-lidas reiniciando o Tomcat, cria o risco de invalidar toda a
configuração do servidor se for cometido um erro na sintaxe de uma tag de contexto, e mistura configurações de servidor com
configurações de contexto. * Pela aplicação de Administração do Tomcat com interface web, quando instalada.

Existem ainda outras formas de criação e configuração automática de um contexto de aplicação web, como o uso de um pacote Web Application Archive (WAR) e o arquivo META-INF/context.xml dentro do WAR. Para mais informações, veja a documentação Deployer HOW-TO (apenas Tomcat 5) e Context Container na Referência de Configuração do Servidor Tomcat.

Criando o arquivo dev.xml:

Criaremos um arquivo XML, para o novo contexto chamado “dev”. O arquivo deve ficar em: Tomcat 5+: CATALINA_HOME/conf/Catalina/localhost/dev.xml Catalina é o mecanismo e localhost (máquina local) é o hostname padrão. Tomcat 4: CATALINA_HOME/webapps/dev.xml webapps é o diretório base de aplicações definido no atributo appBase do Host.

Crie o arquivo dev.xml na localização já descrita, com o conteúdo do quadro a seguir. O conteúdo é a definição do Context, precedida pela tag de identificação de arquivo XML:

<?xml version=”1.0″ encoding=”iso-8859-1″?> <Context path=”/dev” docBase=”C:/dir/dev/web” reloadable=”true” crossContext=”true” debug=”3″> </Context> Importante: O principal atributo definido é o docBase do elemento Context, especificando o caminho completo para o diretório base
dos arquivos desta aplicação web. Modifique este atributo para informar a localização do dev/web em seu computador. Nota: No Tomcat 4.1, era possível configurar no Context um elemento aninhado Logger para opções de log do contexto. No Tomcat 5.5
em diante, o tratamento de logging foi totalmente reestruturado. Uma conseqüência importante é que o elemento Logger deixou de
existir. Para detalhes sobre configurar e utilizar logs em sua aplicação, veja a seçãoo 12 – Logs deste tutorial. Crédito:

Alternativa: Tomcat Administration Tool:

Atenção: Para ter a aplicação Administration no Tomcat 5.5, baixe e instale o pacote adicional apache-tomcat-5.5.*-admin.tar.gz.

Apresentamos aqui uma alternativa à criação do arquivo dev.xml, caso você queira experimentar o uso da aplicação web de Administração do Tomcat. Neste caso, ao invés de criar o arquivo XML, siga estes passos:

1. Abra a ferramenta Tomcat Administrator via web e forneça o login (padrão: admin) e senha do usuário administrativo,
conforme configurado durante a instalação. 2. No navegador em árvore do frame à esquerda, escolha: Tomcat Server > Service (Catalina) > Host (localhost). 3. No frame principal à direita: Host Actions > Create New Context. 4. Preencha os atributos do novo contexto conforme o quadro do tópico anterior, que apresenta o código do elemento Context. 5. Crie a seguir, dentro do novo contexto, um Logger para gerar arquivos de log separados para sua aplicação. Considere os
atributos também com base no mesmo quadro.

Configurar contexto: web.xml

O arquivo WEB-INF/web.xml é o descritor do contexto de aplicação web, segundo a especificação Java Servlet/J2EE. As informações nele contidas são as configurações específicas da aplicação.

Nosso contexto de desenvolvimento terá apenas as seguintes configurações:

* informações textuais de título (elemento display-name, nome para exibição no Gerenciador) e comentário de descrição
(description) do contexto, úteis para identificação e documentação; * uma definição servlet associada à classe do invocador genérico InvokerServlet do Tomcat, usada para executar os servlets que
você criar; * um mapeamento (elemento servlet-mapping) genérico associando o padrão de endereço URI /servlet/* à definição do invoker
criada, indicando que qualquer nome dentro do caminho /servlet/ neste contexto deve ser reconhecido como servlet e portanto
repassado ao invoker do Tomcat para execução.

Crie o arquivo web.xml descritor para o novo contexto de aplicação web criado, dentro do diretório dev/web/WEB-INF/. Um conteúdo mínimo para ele, com as configurações apresentadas, é listado a seguir.

<?xml version=”1.0″ encoding=”ISO-8859-1″?> <web-app xmlns=”http://java.sun.com/xml/ns/javaee” xmlns:xsi=”http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance” xsi:schemaLocation=”http://java.sun.com/xml/ns/javaee http://java.sun.com/xml/ns/javaee/web-app_2_5.xsd” version=”2.5″> <display-name>Desenvolvimento</display-name> <description> Descritor do contexto de desenvolvimento. </description> <servlet> <servlet-name>dev-invoker</servlet-name> <servlet-class> org.apache.catalina.servlets.InvokerServlet </servlet-class> <init-param> <param-name>debug</param-name> <param-value>0</param-value> </init-param> <load-on-startup>2</load-on-startup> </servlet> <servlet-mapping> <servlet-name>dev-invoker</servlet-name> <url-pattern>/servlet/*</url-pattern> </servlet-mapping> </web-app>

Como se pode observar no XML anterior, ele se refere ao descritor de Aplicação Web da especificação Servlet 2.5 (integrante do Java EE 5). Para utilizar apenas recursos de uma versão anterior de descritor de Aplicação Web, substitua o cabeçalho do XML e a definição da tag raiz web-app pelo da respectiva versão. Eis a alteração de cabeçalho para Servlet 2.4:

<?xml version=”1.0″ encoding=”ISO-8859-1″?> <web-app xmlns=”http://java.sun.com/xml/ns/j2ee” xmlns:xsi=”http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance” xsi:schemaLocation=”http://java.sun.com/xml/ns/j2ee http://java.sun.com/xml/ns/j2ee/web-app_2_4.xsd” version=”2.4″> … </web-app>

E a seguir o cabeçalho para a especificação Servlet 2.3. Note que a estrutura do XML na versão 2.3 é definida por um DTD definido na tag DOCTYPE, enquanto as versões mais recentes usam XML Schema (XSD), definido por atributos de namespace na própria tag web-app.

<?xml version=”1.0″ encoding=”ISO-8859-1″?> <!DOCTYPE web-app PUBLIC “-//Sun Microsystems, Inc.//DTD Web Application 2.3//EN” “http://java.sun.com/dtd/web-app_2_3.dtd“> <web-app> … </web-app>

Ativar contexto

Para garantir a ativação do novo contexto criado, reinicie o Tomcat (stop/start).

Tomcat 5+:

Logo após a inicialização do Tomcat, o arquivo de log da saida padrão do servidor Tomcat, criado em logs com o nome stdout.log, deve iniciar com um conteúdo similar ao trecho apresentado a seguir. Observe a mensagem (em destaque no quadro) que indica que o contexto configurado pelo arquivo dev.xml foi processado.

12/09/2004 12:09:00 org.apache.coyote.http11.Http11Protocol init INFO: Initializing Coyote HTTP/1.1 on port 8080 12/09/2004 12:09:01 org.apache.catalina.startup.Catalina load INFO: Initialization processed in 2234 ms (…) 12/09/2004 12:09:06 org.apache.catalina.core.StandardHostDeployer install INFO: Processing Context configuration file URL file: …/Tomcat6.0/conf/Catalina/localhost/dev.xml

O Tomcat 5 em diante gera por padrão muito menos mensagens em log para os contextos do que o Tomcat 4, de forma que a inicialização não gera nenhuma mensagem no arquivo de log específico do contexto dev. Por isso, não estranhe se você não encontrar inicialmente nenhum arquivo localhost_dev_log.*.txt na pasta logs.

Tomcat 4:

Logo após a inicialização do Tomcat, o arquivo de log geral do host para o servidor Tomcat, que é criado em logs com nome no formato localhost_log.2004-09-12.txt, onde 2004-09-12 corresponde ao ano, mês e dia atuais, deve iniciar com um conteúdo similar ao trecho apresentado a seguir. Observe a mensagem (em destaque no quadro) que indica que o contexto configurado pelo arquivo dev.xml foi processado.

2004-… HostConfig[localhost]: Deploying configuration descriptor admin.xml 2004-… HostConfig[localhost]: Deploying configuration descriptor dev.xml 2004-… HostConfig[localhost]: Deploying configuration descriptor manager.xml 2004-… WebappLoader[/manager]: Deploying class repositories to work directory (…)

E o arquivo de log do novo contexto, que é criado com nome no formato localhost_dev_log.*.txt, deve ter um conteúdo inicial similar ao seguinte:

2004-… WebappLoader[/dev]: Deploying class repositories to work directory …/Tomcat4.1/work/Standalone/localhost/dev 2004-… WebappLoader[/dev]: Deploy class files /WEB-INF/classes to /dir/dev/web/WEB-INF/classes 2004-… WebappLoader[/dev]: Reloading checks are enabled for this Context 2004-… StandardManager[/dev]: Seeding random number generator class java.security.SecureRandom 2004-… StandardManager[/dev]: Seeding of random number generator has been completed 2004-… StandardWrapper[/dev:default]: Loading container servlet default 2004-… StandardWrapper[/dev:invoker]: Loading container servlet invoker 2004-… StandardWrapper[/dev:dev-invoker]: Loading container servlet dev-invoker

Testar contexto

Para testar o novo contexto, acesse o endereço:

http://localhost:8080/dev/

Se você criou um index.html no diretório de desenvolvimento (dev/web/), você deve ver esta página. Senão, verá apenas uma listagem do diretório gerada pelo Tomcat.

Se o Tomcat retornar a página de erro 404 – Não Encontrado, houve algum problema de forma que o contexto não foi ativado. O problema mais comum é haver algum erro de sintaxe no elemento Context no arquivo XML que define o contexto. Verifique os logs do Tomcat, conforme a seção 12 adiante, à procura de erros. Você pode também usar algum dos muitos Validadores de XML existentes como auxílo, como por exemplo o serviço on-line de Validação de XML do STG, que verifica um XML em arquivo, URI na web ou o texto copiado diretamente em um formulário.

Bibliotecas Servlet

Para compilar servlets, você precisa essencialmente importar os pacotes javax.servlet e javax.servlet.http. As bibliotecas com estes pacotes também estão inclusas como JAR no Tomcat e devem ser adicionadas ao CLASSPATH do compilador javac:

Tomcat 5+: CATALINA_HOME/common/lib/servlet-api.jar CATALINA_HOME/common/lib/jsp-api.jar Tomcat 4: CATALINA_HOME/common/lib/servlet.jar

onde CATALINA_HOME é o diretório principal de instalação do Tomcat.

Se você tem o J2EE SDK da Sun instalado, pode alternativamente usar o j2ee.jar incluso com ele, que contém todas as APIs do Java EE inclusive Servlet/JSP. Mas o mais simples é usar o(s) jar(s) do Tomcat. Isso garante total compatibilidade entre a versão das APIs Servlet/JSP usadas no desenvolvimento e no seu Tomcat.

Além disso, se o código Java de uma classe servlet sua importar pacotes ou classes de uma biblioteca de terceiros (que não seja parte das APIs J2SE e Servlet/JSP), o JAR com as classes compiladas desta biblioteca deve estar no diretório WEB-INF\lib\ para que o Tomcat encontre.

Testar seus servlets

O pacote ZIP com os arquivos deste tutorial (veja a Introdução) inclui o fonte de um servlet bem simples AloMundoServ.java, que pode ser usado como primeiro teste, similar a: view plaincopy to clipboardprint?

Se o arquivo estiver em dev/src/, você pode abrir uma janela de comandos (prompt) neste local, certificar-se que o CLASSPATH está devidamente configurado conforme a seção 9 deste tutorial, e executar o compilador javac, direcionando o destino para ../web/WEB-INF/classes/:

javac -d ../../web/WEB-INF/classes AloMundoServ.java

Depois que um servlet for compilado e o .class resultante colocado em dev/web/WEB-INF/classes/, com as configurações de mapeamento servlet genérico que fizemos no contexto, você acessa seu servlet com o URI /dev/servlet/NomeDaClasseServlet (sem o .class). Para o exemplo compilado AloMundoServ.class, acesse o servlet com o seguinte URL:

http://localhost:8080/dev/servlet/AloMundoServ

Podem ser criados, no web.xml, outros mapeamentos específicos para uma ou mais servlets. Para isso, você deve conhecer a sintaxe dos elementos <servlet> e <servlet-mapping>.

Testar seus JSPs

Os JSPs colocados em dev/web/ (exemplo: arquivo alomundo.jsp) são acessados assim:

http://localhost:8080/dev/alomundo.jsp

Podem ser criados sub-diretórios dentro do diretório principal do contexto, para organizar os arquivos JSP e arquivos estáticos (HTML, imagens etc.). Estes sub-diretórios se refletirão diretamente no URL (endereço) de uma página JSP neles contida. Uma página JSP em dev/web/subdir/pagina.jsp neste contexto terá URL http://localhost:8080/dev/subdir/pagina.jsp. É recomendado não utilizar espaços nem caracteres acentuados nos nomes de sub-diretório. Além disso, procure usar apenas letras minúsculas, o que é o mais comum em endereços web.

No Tomcat 5 ou inferior, se a configuração não estiver apontando para a localização correta do JDK (Java SDK) mas sim para a do JRE (Java Runtime), a tentativa de exibição de um novo JSP pode resultar no seguinte erro:

HTTP Status 500 – Exception report exception org.apache.jasper.JasperException: Unable to compile class for JSP

No Java compiler was found to compile the generated source for the JSP. This can usually be solved by copying manually $JAVA_HOME/lib/tools.jar from the JDK to the common/lib directory of the Tomcat server, followed by a Tomcat restart. If using an alternate Java compiler, please check its installation and access path.

O JRE não inclui as ferramentas de compilação Java, necessárias para a compilação dinâmica de páginas JSP novas ou modificadas. Daí o erro. Para solucionar, re-configure ou re-instale o Tomcat informando o caminho correto do Java SDK (JDK), ou então recorra à alternativa sugerida na mensagem de erro: copie manualmente o arquivo lib/tools.jar do JDK para o diretório common/lib do Tomcat e re-inicie o Tomcat (shutdown/start).

Logs

Para configurar a gravação de log (registro histórico) em sua aplicação, veja a página Logging in Tomcat 6.0 (ou 5.5) para detalhes.

As opções e preferências de geração de log das aplicações rodando no Tomcat devem ser configuradas diretamente no arquivo de configuração do mecanismo/framework de logging em uso:

* Tomcat Juli e Java SE Logging: TOMCAT_HOME/conf/logging.properties; * Apache Log4j: TOMCAT_HOME/lib/log4j.properties.

Em Windows, lembre-se que a opção Configure Tomcat (veja tópico 3.1) permite definir o nível padrão, localização e prefixo dos arquivos de log do Tomcat.

Para ver logs de acesso, erro e depuração, leia os txt’s gerados em: CATALINA_HOME\logs\

Quando existirem muitos arquivos de log no Tomcat de desenvolvimento e você quiser limpar o diretório para facilitar o rastreamento dos logs, pode:

1. Parar (stop) o Tomcat. 2. Remover todos os arquivos de log existentes em CATALINA_HOME\logs\, ou movê-los para uma área de backup. 3. Iniciar (start) novamente o Tomcat.

Inspecionar as mensagens de saída informativas e de erro do Tomcat é importante para depurar e fazer diagnóstico do servidor, como identificar problemas na inicialização do Tomcat, acompanhar o processamento dos arquivos de configuração (server.xml, web.xml) e da inicialização e finalização do Tomcat, bem como visualizar quaisquer exceções Java levantadas. Estes são os arquivos de log do servidor, que devem ser inspecionados:

* stdout.log: arquivo que recebe toda a saída padrão de mensagens informativas geradas na execução do Tomcat e seus contextos
(exceto quando o Tomcat é iniciado pelo prompt de comandos, quando as mensagens aparecem diretamente no console.
Inclui também as mensagens de saída que, até o Tomcat 4.1 ficavam no arquivo separado localhost_log. * stderr.log: analogamente ao stdout, o stderr recebe toda a saída de erro gerada na execução do Tomcat.

As saídas padrão (stdout) e de erro (stderr) podem ser exibidas de diversas formas, dependendo de como o Tomcat foi inicializado:

Tomcat como Serviço Windows ou Processo com direcionamento de log

Por padrão, as mensagens informativas (saída padrão) e de erro do servidor Tomcat são direcionadas para os arquivos stdout.log
e stderr.log respectivamente, localizados em CATALINA_HOME\logs\.

Tomcat como Processo console

Na janela de console são exibidas as mensagens da saída padrão (stdout) e de erro (stderr).

Variáveis de Ambiente

É útil deixar configuradas algumas variáveis de ambiente relacionadas a Java e ao Tomcat. A variável JAVA_HOME foi abordada no tópico 1.3 deste tutorial. As variáveis de ambiente relacionadas são:

JAVA_HOME Local de instalação do Kit de Desenvolvimento Java J2SE (JDK). CATALINA_HOME Local de instalação do Tomcat. CLASSPATH Caminhos (pacotes e diretórios) de localizações de classes Java; o classpath deve incluir o(s) jar(s) dos pacotes Servlet
e JSP do Tomcat. PATH Caminhos (diretórios) de localizações de executáveis no sistema operacional, deve incluir o diretório bin das ferramentas do
Java SDK.

Windows (Painel de Controle ou arquivo autoexec.bat), ou criar um script setenv.bat:

set JAVA_HOME=C:\Arquivos de programas\Java\jdk1.6.0_13 set CATALINA_HOME=C:\Arquiv~1\Apache~1\Tomcat 6.0 set CLASSPATH=%CATALINA_HOME%\common\lib\servlet-api.jar;.;%CLASSPATH% set CLASSPATH=%CATALINA_HOME%\common\lib\jsp-api.jar;%CLASSPATH% set PATH=%JAVA_HOME%\bin;%PATH%

Se decidir usar o JRE ao invés do JDK, substitua o JAVA_HOME anterior:

set JAVA_HOME=C:\Arquivos de programas\Java\jre6

Unix/Linux (user/system profile), ou criar um script setenv.sh:

JAVA_HOME=/opt/javase CATALINA_HOME=/opt/tomcat CLASSPATH=$CATALINA_HOME/common/lib/servlet-api.jar:.:$CLASSPATH CLASSPATH=$CATALINA_HOME/common/lib/jsp-api.jar:$CLASSPATH PATH=$JAVA_HOME/bin:$PATH # Sintaxe Bourne shell (sh), Korn shell (ksh), Bash e similares: export JAVA_HOME CATALINA_HOME CLASSPATH PATH Importante: Modifique os caminhos JAVA_HOME e CATALINA_HOME de acordo com as versões e os locais de instalação em seu computador.
Para Tomcat 4.1, a biblioteca a ser incluída no CLASSPATH era apenas servlet.jar, conforme visto na seção 9 deste tutorial.

Mais informações sobre variáveis de ambiente:

* Variável de ambiente, verbete em Wikipédia. * Guia Foca GNU/Linux – Personalização do Sistema, nível Intermediário – Capítulo 21, por Gleydson Mazioli da Silva. Também
como Capítulo 8 da Versão nível Avançado. * Conhecendo Variáveis de Ambiente (Sistema), por Alberto Leal, Microsoft TechNet Brasil. * JAVA Configurando Variáveis de Ambiente no Windows (PDF), por Cesar Rodrigo, .cseg Automation. * Java Environment Variables and Path (em inglês), documentação Sun Microsystems.

Material de referência

O Tomcat vem com material de referência completo, documentação e exemplos. Tudo pode ser acessado localmente on-line (Tomcat iniciado) a partir dos links na home-page padrão do Tomcat, em http://localhost:8080/. Este material também está disponível no site do Projeto Apache Tomcat.

* Documentação do Tomcat, acessível on-line em http://localhost:8080/tomcat-docs/, ou off-line (arquivos HTML em disco)
em CATALINA_HOME\webapps\tomcat-docs\index.html o Configuration Reference, com toda a sintaxe do arquivo de configuração do servidor Tomcat conf\server.xml: config/ o Servlet/JSP Javadocs, inclui convenientemente toda a API Servlet e JavaServer Pages (JSP) da Sun correspondente à versão
implementada pelo Tomcat: servletapi/ e, em separado a partir do Tomcat 5 (JSP 2.0), jspapi/. * Exemplos prontos para executar, com código-fonte Tomcat 5+: o JSP Examples: http://localhost:8080/jsp-examples/ o Servlet Examples: http://localhost:8080/servlets-examples/ Tomcat 4: o Servlet Examples: http://localhost:8080/examples/servlets/ o JSP Examples: http://localhost:8080/examples/jsp/

E agora?

Terminada a instalação do software, está aberta a sua temporada de desenvolvimento Java para web. A tecnologia e as informações envolvidas na programação são assuntos muito mais abrangentes e não estão no escopo deste tutorial. Para desenvolver em Java para web, você deve ter bons fundamentos dos seguintes tópicos essenciais:

* orientação a objetos; * linguagem de programação Java e APIs da plataforma Java SE; * arquitetura e mecanismos de sistemas web e o protocolo HTTP; * HTML, CSS e JavaScript; * Java Web = Servlets, JSP e JavaBeans.

Para fazer projetos bem estruturados, você também deve saber:

* padrões de projeto/desenho/modelagem (design patterns); * bibliotecas de tag (taglibs) em JSP, em especial a JSP Standard Tag Library (JSTL);

E para fazer aplicações completas, você deverá conhecer e utilizar:

* framework JavaServer Faces (JSF) — componentes de interface com usuário e fluxos de navegação — para aplicações web baseado
no padrão Modelo-Visão-Controle (MVC); ou outro framework independente como Struts, Wicket, Tapestry, Mentawai etc.; * mapeamento objeto-relacional para persistência em banco de dados, seja com Java Persistence API (JPA) ou frameworks como
Hibernate ou Oracle TopLink; * Enterprise JavaBeans (EJB) ou outra arquitetura para componentes de negócio, como Spring Framework.

Se você ainda não tem domínio dos tópicos essenciais, recomendo um bom curso (ou cursos), em sala de aula, e a leitura de bons livros. O mesmo vale para os tópicos mais avançados. Há ainda muitas referências disponíveis na web e uma boa quantidade de grupos de usuários e listas de discussão sobre Java, inclusive no Brasil.

Para produtividade, é importante também um bom ambiente integrado de desenvolvimento (IDE). A ferramenta mais usada, gratuita e livre, é o Eclipse. Há também os ótimos NetBeans (livre), Borland JBuilder (gratuito e comercial), Oracle JDeveloper (gratuito) e IntelliJ IDEA (comercial), para citar alguns. Mas nenhuma ferramenta vai dispensar o conhecimento da arquitetura JEE e das tecnologias envolvidas.

Por fim, existem tópicos avançados sobre Tomcat não abordados por este tutorial, como:

* distribuição e publicação (deployment) de aplicações web; * integração com servidores web/HTTP, como Apache httpd e Microsoft IIS; * administração, monitoramento, configuração e calibração do Tomcat para ambientes de produção e de alto desempenho.

Mais informações

Glossário

Catalina é o nome-código do Servlet Container do Tomcat, Jasper é seu processador JSP e Coyote (JK) é o sub-projeto que desenvolve os conectores do Tomcat a vários servidores web (httpd).

Outros Tutoriais

* Tutoriais Tomcat: Instalação, Configuração e Integração com Apache; por Gleydson Lima, J2EE Brasil. * Apache HTTP server e Tomcat, o HowTo fácil sem o mod_jk; por Paulo Silveira, 2006-09-25, no blog da Caelum. * Tomcat 5 on Linux Step-By-Step, by Pascal Chong, junho 2004. [Em Inglês] * Configuring & Using Apache Tomcat: Um tutorial sobre instalação e uso de Tomcat 6 ou Tomcat 5.5 para desenvolvimento de
Servlet e JSP; por Marty Hall, Core Servlets. [Em Inglês] * Java EE Tutorials, versões 5, 1.4 e 1.3; por Sun Microsystems, disponíveis on-line (HTML) e em PDF [Em inglês]. o The Java EE 5 Tutorial, setembro 2007: a Parte II – Web Tier cobre Java Servlet (2.5), JavaServer Pages (JSP 2.1),
JavaServer Pages Standard Tag Library (JSTL) e JavaServer Faces (JSF 1.2). o The J2EE 1.4 Tutorial, dezembro 2005: cobre introdução a aplicações web (Capítulo 3), Java Servlet 2.4, JSP 2.0,
JSTL e JSF 1.1 (Capítulos 11 a 22). * JSP Tutorial. [Em Inglês] * The Java Web Services Tutorial, for Java Web Services Developer’s Pack, v2.0, 17 fev. 2006: Getting Started with Tomcat,
Tomcat Administration Tool, Tomcat Web Application Manager; por Eric Armstrong at all, Sun Developer Network. Web Services
Tutorial 1.0. [Em Inglês] * YoLinux Tutorial: Java Servlets, JSP, Tomcat, Apache and Linux, por Greg Ippolito, YoLinux. [Em Inglês] * Java and Tomcat on Mac OS X, Part I, Apple Developer Connection. Part II. [Em Inglês] * HOWTO: Building Apache HTTPd + Tomcat on Linux, por John Turner. [Em Inglês] * Integrating Tomcat and Apache on Red Hat, por Mike Millson. [Em Inglês] * Using Apache Tomcat 4, Java Boutique. [Em Inglês]

Apache Tomcat

* Projeto Apache Tomcat – Servlet/JSP Container e Tomcat Connectors * Apache Tomcat Wiki – Tomcat FAQ * Apache Commons – Daemon: daemons (jsvc para Unix) e serviços (Procrun para Win32) baseados em Java

Livros sobre Tomcat

* Tomcat: The Definitive Guide, Segunda edição (e 1ª edição, junho 2003), por Jason Brittain e Ian F. Darwin; outubro 2007,
O’Reilly Media, ISBN: 0-596-10106-6, 494 p. Leia trechos no O’Reilly Safari – Tomcat. * Beginning JSP, JSF and Tomcat Web Development: From Novice to Professional, por Giulio Zambon, Michael Sekle; novembro
2007, Apress, ISBN-13: 978-1-59059-904-4, 448 p. * Pro Apache Tomcat 6, por Matthew Moodie, Kunal Mittal (Ed.); março 2007, Apress, ISBN-13: 978-1-59059-785-9, 325 p. * Pro Apache Tomcat 5/5.5, por Matthew Moodie; dezembro 2004, Apress, ISBN: 1-59059-331-6, 379 p. * Professional Apache Tomcat 6, por Vivek Chopra, Sing Li, Jeff Genender; agosto 2007, Wrox (Programmer to Programmer),
ISBN-13: 978-0-471-75361-2, 629 p. * Professional Apache Tomcat 5, por Vivek Chopra, Amit Bakore, Ben Galbraith, Sing Li, Chanoch Wiggers; maio 2004, Wrox
(Programmer to Programmer), ISBN: 0-7645-5902-8, 624 p. * Sams Teach Yourself JavaServer Pages 2.0 with Apache Tomcat in 24 Hours, Complete Starter Kit (PDF eBook), por Mark
Wutka, Alan Moffet, Kunal Mittal; fevereiro 2004, Que Publishing, ISBN-13: 978-0-7686-6025-8, 552 p. * Tomcat 5 Unleashed, por Lajos Moczar; agosto 2004, Sams, ISBN: 0-672-32636-1, 768 p.

Java Servlet & JSP – Java EE Web

* Sun Java Servlet * Sun JavaServer Pages (JSP) * JavaServer Pages Standard Tag Library (JSTL) * Jakarta Taglibs: implementação livre de JSTL 1.1 (para JSP 2.0) e JSTL 1.0 (para JSP 1.2) * Java EE 5 Technologies – Web Application: JavaServer Faces 1.2, JavaServer Pages 2.1, JSP Standard Tag Library e Java
Servlet 2.5; tecnologias, JSRs e especificações, por Sun Microsystems. * J2EE v1.4 Documentation, por Sun Microsystems. * Referências sobre JavaServer & J2EE, por Márcio d’Ávila.

Especificações Servlet, JSP e JSTL

* Java Servlet 2.5 Specification (Maintenance Release 2), 11 set. 2007, JSR 154. * Java Servlet 2.4 Specification (Final Release), 24 nov. 2003, JSR 154. * JavaServer Pages 2.1 Specification (Final Release), 11 mai. 2006, JSR 245. * JavaServer Pages 2.0 Specification (Final Release), 24 nov. 2003, JSR 152. * Java Servlet 2.3 and JavaServer Pages 1.2 Specifications (Final Release), 25 set. 2001, JSR 53. * JavaServer Pages Standard Tag Library (JSTL) Specification 1.2 (Maintenance Release 2), 11 mai. 2006, JSR 52. * JavaServer Pages Standard Tag Library (JSTL) Specification 1.1 (Maintenance Release), 24 nov. 2003, JSR 52. * JavaServer Pages Standard Tag Library (JSTL) Specification 1.0, 08 jul. 2002, JSR 52: A Standard Tag Library for
JavaServer Pages.

Frameworks Web MVC para Java

* JavaServer Faces (JSF) – Versões e Downloads. Por Sun Microsystems. * Projeto GlassFish Mojarra, implementação de referência JSF, em java.net. * JSF and JSP: What’s New in Java EE 5. Uma conversa com Ed Burns (Sun Microsystems, líder da especificação JSF) e Jan
Luehe, por Frank Sommers, 2006-05-17. * JSF – Java Server Faces Tutorials em RoseIndia, incluindo Installação de JSF em Tomcat. * Referências sobre Tecnologias Web em Java EE, por Márcio d’Ávila.

Organização de fontes de projeto Java

* Guidelines, Patterns, and Code for End-to-End Java Applications. Java Blueprints Guidelines: Project Conventions for
Enterprise Applications. Sun Java Enterprise BluePrints. * Source Organization – Apache Tomcat 6.0 Application Developer’s Guide. * Maven – Introduction to the Standard Directory Layout, Documentação do Projeto Apache Maven. Maven encoraja o uso de uma
estrutura de diretórios comum para projetos. Veja também An introduction to Maven 2, artigo pro John Ferguson Smart, dezembro
2005, Java World.

Informação sobre Java

* Java.Sun.com – A fonte para desenvolvedores Java. Sun Developer Network (SDN). * java.net – Portal de colaboração da comunidade sobre Tecnologia Java. Projetos open-source, fóruns, weblogs, artigos,
notícias, wiki, Javapedia, grupos de usuários Java (JUGs). * Referências sobre Programação Java: links, grupos de usuários, ferramentas, APIs, livros, certificação.

Firefox – A web de volta Creative Commons License

© 2003-2009, Márcio d’Ávila, mhavila.com.br, direitos reservados. O texto e código-fonte apresentados podem ser referenciados, distribuídos e utilizados, desde que expressamente citada esta fonte e o crédito do(s) autor(es). A informação aqui apresentada, apesar de todo o esforço para garantir sua precisão e correção, é oferecida “como está”, sem quaisquer garantias explícitas ou implícitas decorrentes de sua utilização ou suas conseqüências diretas e indiretas.

Introdução

Para esta tarefa, estarei utilizando dois HDs idênticos, cada um com 160GB de espaço em disco. Em relação ao espaço em disco, os HDs podem ser de tamanhos diferentes ou tipos diferentes, mas para o RAID1 é necessário que as partições nos dois discos sejam iguais. Em outras palavras, você pode ter um disco de 160GB e outro de 250GB, mas tenha em mente que só vai dar para fazer RAID1 com os 160GB do segundo HD, pois o espaço não pode exceder o do primeiro HD. O resto destes 250GB você pode criar outra partição e fazer o que quiser.

Este tutorial leva em conta que você já tem alguma experiência com esses assuntos. Apesar de estar tudo explicado e mastigado, muita coisa aqui mexe com particionamento e migração de dados, e qualquer erro pode gerar perda de dados. Então tome cuidado e saiba sempre o que você vai fazer antes de fazer de verdade. Neste exemplo eu utilizei um sistema Debian, mas o método aqui serve para todas as distribuições com bem poucas diferenças, o que já foi comprovado por mim que funciona (Fedora, CentOS e RHEL).

Nesta instalação, dividimos o HD em 3 partições, que já estão no primeiro disco. Supondo que este primeiro disco seja o /dev/sda e o segundo seja o /dev/sdb, as três partições existentes atualmente são:

   * /dev/sda1 (swap)
   * /dev/sda2 (/boot)
   * /dev/sda3 (/)

O que faremos agora será criar um dispositivo de RAID1 no sistema. Este dispositivo inicialmente estará “incompleto”, pois apenas o disco 2 estará funcionando (o 1 estará ocupado com os dados atuais). Depois copiaremos todos os dados atuais para este segundo disco (já no RAID), reiniciaremos o sistema, deixando-o funcionando só a partir do disco 2 e depois colocaremos o disco 1, agora sem uso, também no RAID1, finalizando o processo.

[editar] Verificações

2.1. LABELs nas partições

Verifique os arquivos: /etc/fstab e /boot/grub/menu.lst (ou /etc/grub.conf) e veja se não há nenhuma referência às partições via LABEL, ao invés do arquivo-dispositivo (p.ex.: /dev/sda3). Por exemplo, se no /etc/fstab tiver uma linha do tipo:

LABEL=/                 /                       ext3    defaults        1 1

Use o comando:

# findfs LABEL=/

O comando irá mostrar qual partição tem o label /, que no nosso caso é /dev/sda3. Então vamos remover este label, com o comando:

# e2label /dev/sda2 ""

Não esqueça de fazer isso para todo e qualquer LABEL que esteja configurado nesses arquivos. Isto é necessário para que em boots futuros, o sistema não se confunda na hora de montar as partições (caso, por exemplo, se coloque o mesmo LABEL em partições do disco 1 e 2).

2.2. Tamanho em disco

Verifique se os dois discos tem exatamente o mesmo tamanho, utilize os comandos como no exemplo a seguir:

# cat /sys/block/sda/size
312581808
# cat /sys/block/sdb/size
312581808

Lembrando que se você tem HDs diferentes, este passo pode ser pulado, mas tenha em mente que na hora de criar as partições, você deverá tomar cuidado para criá-las com tamanhos exatamente iguais.

2.3. Pacotes necessários

O pacote do programa mdadm deve estar devidamente instalado, assim como o device-mapper suportado no kernel. Nas distribuições atuais, os dois geralmente vêm como padrão, então provavelmente você não vai ter problemas com isto. Em todo caso, em sistemas baseados no Red Hat, os pacotes vão se chamar algo como “mdadm” e “device-mapper”, enquanto que em sistemas baseados em Debian, os pacotes vão se chamar “mdadm” e “dmsetup”. Utilize o rpm (Red Hat) ou dpkg (Debian) para fazer essa verificação.

[editar] Particionamento

Uma vez verificados os tamanhos exatos nos HDs, mude os tipos das partições do primeiro disco para “Linux raid autodetect”. Este tipo será utilizado para montarmos o dispositivo RAID1 posteriormente. Para mudar o tipo, utilize a ferramenta fdisk:

# fdisk /dev/sda

Depois mude o tipo das três partições para o tipo fd. O comando dentro do fdisk para fazer isto é o t seguida pelo número da partição. Mudado os três tipos, o comando p dentro do fdisk irá mostrar algo parecido com isto:

Disk /dev/sda: 160.0 GB, 160041885696 bytes
255 heads, 63 sectors/track, 19457 cylinders
Units = cylinders of 16065 * 512 = 8225280 bytes

   Device Boot      Start         End      Blocks   Id  System
/dev/sda1               1         122      979933+  fd  Linux raid autodetect
/dev/sda2   *         123         134       96390   fd  Linux raid autodetect
/dev/sda3             135       19457   155211997+  fd  Linux raid autodetect

Salve com o comando w do fdisk. Depois reinicie a máquina.

Depois de reiniciada, copie a tabela de partições do HD primário (sda) para o HD secundário (sdb), assim os dois vão ficar com as partições exatamente na mesma ordem e do mesmo tamanho também. Para esta tarefa, use o comando “sfdisk” como no exemplo abaixo:

# sfdisk -d /dev/sda > /tmp/partitions.txt
# sfdisk /dev/sdb < /tmp/partitions.txt

O primeiro comando acima escreve no arquivo /tmp/partitions.txt a tabela exata das partições do primeiro disco. O segundo comando particiona o segundo disco exatamente de acordo com o conteúdo do arquivo /tmp/partitions.txt.

Lembre-se: O segundo comando destrói toda a tabela de partições no disco /dev/sdb. Certifique-se de que o dispositivo seja este mesmo antes de executar o comando para não perder dados.

Nota: Caso você não possua HDs idênticos, você terá que fazer o processo de particionamento manualmente. Ao invés de utilizar o comando sfdisk para copiar a tabela de partições de um HD para o outro, crie manualmente via fdisk as partições na mesma ordem e tamanho do primeiro HD.

4. Dispositivo RAID

Agora é hora de criar o dispositivo RAID, que por enquanto só terá como membro o disco 2, pois o primeiro está sendo utilizado pelo sistema. Como temos 3 partições que queremos incluir no RAID1, criaremos três dispositivos RAID1:

# mdadm --create /dev/md0 --level=1 --raid-devices=2 missing /dev/sdb3
# mdadm --create /dev/md1 --level=1 --raid-devices=2 missing /dev/sdb1
# mdadm --create /dev/md2 --level=1 --raid-devices=2 missing /dev/sdb2

Os comandos acima criam três dispositivos: /dev/md0, /dev/md1 e /dev/md2. Todos eles são do tipo RAID1 (–level=1), contendo duas partições: uma faltando (”missing”, o primeiro disco) e a partição do segundo disco em si.

Para fácil memorização, aqui estão os dispositivos e a equivalência de sua função no sistema:

   * /dev/md0 – / (raiz)
   * /dev/md1 – Memória SWAP
   * /dev/md2 – /boot

Para verificar se os dispositivos foram criados e reconhecidos, tem que haver semelhança com a saída do comando a seguir:

# cat /proc/mdstat
Personalities : [linear] [multipath] [raid0] [raid1] [raid6] [raid5] [raid4] [raid10]
md1 : active raid1 sdb1[0]
      979840 blocks [2/1] [U_]

md2 : active raid1 sdb2[0]
      96320 blocks [2/1] [U_]

md0 : active raid1 sdb3[0]
      155211904 blocks [2/1] [U_]

unused devices: <none>

Caso não esteja de acordo, reinicie a máquina para o kernel reconhecer as novas configurações.

[editar] Sistemas de Arquivos

Primeiro crie o sistema de swap na partição /dev/md1:

# mkswap /dev/md1

Depois crie o sistema de arquivos ext3 na partição /dev/md0 (raiz):

# mke2fs -j /dev/md0

Em seguida crie o sistema de arquivos ext3 na partição /dev/md2 (/boot):

# mke2fs -j /dev/md2

[editar] O sistema no segundo disco

Agora que o segundo disco já está pronto com os dispositivos RAID1 funcionais, é hora de copiar todo o conteúdo do primeiro HD para o segundo HD.

Antes de começar toda a cópia, modifique a configuração do GRUB para ele carregar o sistema no dispositivo RAID ao invés de diretamente do primeiro HD. Para fazer isso, edite o arquivo /boot/grub/menu.lst, deixando a entrada do sistema operacional como no exemplo a seguir:

title           Debian GNU/Linux, kernel 2.6.24-1-686
root            (hd1,1)
kernel          /vmlinuz-2.6.24-1-686 root=/dev/md0 ro
initrd          /initrd.img-2.6.24-1-686
savedefault

Ou seja, anteriormente a linha do kernel tinha como root uma partição como a /dev/sda3. Como queremos usar agora o RAID, mudamos para /dev/md0 (equivalente à raiz no raid).

Em seguida, é hora de fazer toda a cópia. Monte o esqueleto do segundo HD no diretório /mnt e copie via comando “cp -a” os diretórios da raiz do primeiro HD para o esqueleto.

Use o exemplo a seguir como um guia:

# cd /mnt
# mkdir novo-boot nova-raiz
# mount -t ext3 /dev/md2 novo-boot
# mount -t ext3 /dev/md0 nova-raiz

# cp -a /boot/* novo-boot

# cd nova-raiz
# mkdir boot initrd mnt proc sys
# cp -a /bin /cdrom /dev /etc /home /initrd.img /lib /media ./
# cp -a /opt /root /sbin /srv /tmp /usr /var /vmlinuz ./

Depois de copiado todos os arquivos (pode demorar um pouco), edite o arquivo /mnt/nova-raiz/etc/fstab, que fica no dispositivo RAID, para refletir as configurações da nova localização do sistema. Mude os dispositivos das partições para seus equivalentes como dispositivos RAID. Veja o exemplo a seguir:

proc            /proc           proc    defaults        0       0
/dev/md0        /               ext3    defaults,errors=remount-ro 0       1
/dev/md2        /boot           ext3    defaults        0       2
/dev/md1        none            swap    sw              0       0
/dev/hda        /media/cdrom0   udf,iso9660 user,noauto     0       0

Feito isso, reinicie o sistema. O GRUB deverá carregar o sistema no segundo HD, deixando o primeiro livre. Para verificar se isto foi realmente feito, utilize o comando mount e compare com o exemplo a seguir:

# mount
/dev/md/0 on / type ext3 (rw,errors=remount-ro)
tmpfs on /lib/init/rw type tmpfs (rw,nosuid,mode=0755)
proc on /proc type proc (rw,noexec,nosuid,nodev)
sysfs on /sys type sysfs (rw,noexec,nosuid,nodev)
procbususb on /proc/bus/usb type usbfs (rw)
udev on /dev type tmpfs (rw,mode=0755)
tmpfs on /dev/shm type tmpfs (rw,nosuid,nodev)
devpts on /dev/pts type devpts (rw,noexec,nosuid,gid=5,mode=620)
/dev/md/2 on /boot type ext3 (rw)

[editar] Adicionando o primeiro disco no RAID1

Agora que o sistema está funcionando exclusivamente no dispositivo RAID, o primeiro HD está livre e podemos adicioná-lo ao dispositivo também. Lembrando que esta operação irá destruir todos os dados do primeiro HD. Então certifique-se que seu sistema está funcionando corretamente, agora no disco 2, e com todos os seus dados!

Para adicionar as três partições do primeiro disco no RAID, utilize os comandos:

# mdadm /dev/md0 -a /dev/sda3
# mdadm /dev/md1 -a /dev/sda1
# mdadm /dev/md2 -a /dev/sda2

O processo de adição do primeiro disco no RAID pode demorar bastante. Uma vez adicionada as partições, o Linux irá sincronizar todos os dados, copiando todas as informações do segundo disco no primeiro e criando os recursos de redundância (espelhamento). Para aumentar a velocidade deste processo, certifique-se que o sistema não esteja sendo muito usado e execute o comando:

# echo -n 500000 > /proc/sys/dev/raid/speed_limit_max

Isso irá aumentar a velocidade padrão de atividades de sincronismo do RAID. Se você quiser acompanhar o processo detalhadamente, abra um novo terminal e utilize o seguinte comando:

# watch --interval 1 'cat /proc/mdstat'

Este comando lhe passará o conteúdo do arquivo /proc/mdstat (que contém o status atual dos dispositivos RAID do sistema) em um intervalo de 1 segundo. Ao final do processo, o conteúdo do arquivo /proc/mdstat deverá estar semelhante ao seguinte:

Personalities : [linear] [multipath] [raid0] [raid1] [raid6] [raid5] [raid4] [raid10]

md1 : active raid1 sda1[0] sdb1[1]
      979840 blocks [2/2] [UU]

md2 : active raid1 sda2[0] sdb2[1]
      96320 blocks [2/2] [UU]

md0 : active raid1 sda3[0] sdb3[1]
      155211904 blocks [2/2] [UU]

unused devices: <none>

Pronto, agora o espelhamento entre HDs já está funcionando.

[editar] Instalando o GRUB nos dois discos

Apesar do espelhamento estar funcionando, o antigo GRUB foi destruído e precisamos agora instalá-lo nos dois discos para uma redundância verdadeira. Para fazer isso execute o comando “grub”, que irá lhe colocar em uma linha de comando do próprio grub. Os três comandos a seguir irão instalar o GRUB no primeiro HD:

grub> device (hd0) /dev/sda
grub> root (hd0,0)
 Filesystem type is ext2fs, partition type 0xfd
grub> setup (hd0)
 Checking if "/boot/grub/stage1" exists... no
 Checking if "/grub/stage1" exists... yes
 Checking if "/grub/stage2" exists... yes
 Checking if "/grub/e2fs_stage1_5" exists... yes
 Running "embed /grub/e2fs_stage1_5 (hd0)"...  15 sectors are embedded.
succeeded
 Running "install /grub/stage1 (hd0) (hd0)1+15 p (hd0,0)/grub/stage2 /grub/grub.conf"... succeeded
Done.

Agora faça o mesmo para o segundo disco:

grub> device (hd0) /dev/sdb
grub> root (hd0,0)
 Filesystem type is ext2fs, partition type 0xfd
grub> setup (hd0)
 Checking if "/boot/grub/stage1" exists... no
 Checking if "/grub/stage1" exists... yes
 Checking if "/grub/stage2" exists... yes
 Checking if "/grub/e2fs_stage1_5" exists... yes
 Running "embed /grub/e2fs_stage1_5 (hd0)"...  15 sectors are embedded.
succeeded
 Running "install /grub/stage1 (hd0) (hd0)1+15 p (hd0,0)/grub/stage2 /grub/grub.conf"... succeeded
Done.

Por último, edite o arquivo de configuração do GRUB para deixar a entrada do sistema da seguinte forma:

title           Debian GNU/Linux, kernel 2.6.24-1-686
root            (hd0,1)
kernel          /vmlinuz-2.6.24-1-686 root=/dev/md0 ro
initrd          /initrd.img-2.6.24-1-686
savedefault

Com este último passo, todas as configurações do espelhamento estarão feitas e o sistema inteiro (inclusive a memória swap) estará funcionando nos dois discos ao mesmo tempo. Você pode reiniciar a máquina para verificar se tudo está funcionando devidamente, lembrando que pode-se verificar o status dos dispositivos RAID no conteúdo do arquivo /proc/mdstat.

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Uma Resposta to “Tutorial Tomcat – Instalação e Configuração Básica”

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